Ensaio de Prisma – Alvenaria Estrutural

Matheus Torre

Matheus Torre

BIM Manager da RM Mais

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Dentro da RMMais, temos uma grande demanda de projetos que utilizam o sistema de alvenaria estrutural. No momento em que os cálculos se iniciam, é importante o conhecimento de quais resistências a compressão iremos adotar, tanto de prisma oco (fpk) como de prisma cheio (fpkg), pois, essas estão ligadas diretamente em nossas armações e pontos de grautes.

Por isso, é importante solicitarmos essas informações para nossos clientes para saber o que normalmente eles adotam, até mesmo para não adotarmos valores incoerentes e se caso não tiverem essas informações, adotaremos valores bases que temos especificados dentro do escritório.

Mas enfim, o que seriam esses ensaios de prismas (oco e cheio)?

De acordo com a NBR16868-3, cada corpo de prova é um prisma oco ou cheio, constituído de dois blocos principais sobrepostos e uma junta de assentamento, de forma que a altura do prisma seja pelo menos o dobro da largura do bloco. Os blocos devem ser íntegros e isentos de defeitos, e nos fornecerá as resistências à compressão que variam de acordo com a resistência a compressão do bloco (fbk), como pode ser visto na imagem abaixo:

Imagem 1

Os prismas devem ser assentados em uma base plana, indeformável e limpa, iniciando-se pelo bloco inferior e assentando-se outro bloco do mesmo lote sobre o existente, com uma junta de argamassa (10 +- 3 mm), disposta em todas as faces do bloco.

Para prismas cheios, a diferença é o grauteamento dos septos desse conjunto, sendo esse grauteamento feito após 16 horas do assentamento do prisma.

O número de corpos de prova para o ensaio de prisma deve ser o exposto pela NBR16868-2, conforme pode ser visto na tabela abaixo.

Os prismas são moldados de acordo com a variação de um lote de blocos e variação de resistência de cada bloco (Fbk). Esses ensaios são de suma importância para um projeto estrutural, pois é a partir deles que checamos e analisamos os resultados empregados nos nossos cálculos preliminares e assim verificamos a necessidade de algum reforço nas alvenarias de determinado pavimento. Porém, cabe a nós, calculistas estruturais, avaliarmos e utilizarmos valores coerentes de prismas, para evitar contar com um valor que na prática nunca será alcançado.

Para a obra, cabe a melhor execução da modelagem dos corpos de prova, pensando em provas e contraprovas, para que possamos avaliar com clareza os resultados obtidos e minimizar ao máximo qualquer reforço, pois, isso pode trazer gastos, tanto de tempo quanto de dinheiro.

Quando necessário saber a resistência de uma alvenaria que já foi executada e não possui contraprovas de ensaios, podemos obter os prismas fazendo extração de corpos de prova testemunha – Anexo B da NBR 16868-3. Para tal extração, o cliente nos questiona qual a melhor parede e nós validamos a fim de não causar nenhum dano estrutural.

Para retirar a amostra necessária de testemunho, deve-se seguir sempre o adotado pela NBR 16868-3, que pode ser visto na imagem abaixo, lembrando sempre de utilizar ferramentas específicas para tal procedimento.

Com essas amostras, são feitos os ensaios e obtidos os valores de prisma oco (fpk) e cheio (fpkg), que depois serão analisados e verificados, a fim de validar ou não a necessidade de reforço.

Como premissa importante de um projeto em alvenaria estrutural, os valores de prismas são essenciais e devem ser sempre obtidos seguindo os critérios normativos vigentes, pois valores assertivos de prismas geram maior segurança e economia a um projeto.

Engº Filipe Gaudenci

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